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Jurisprudência

Decisão judicial garante a criança autista direito a acompanhante terapêutico em escola particular

20 de abril, 2026
Direito à Saúde, Autismo, Acompanhante Terapêutico, Plano de Saúde, Decisão Judicial
Decisão judicial garante a criança autista direito a acompanhante terapêutico em escola particular

Resumo: Uma decisão judicial recente de São Paulo confirmou o direito de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a ter um acompanhante terapêutico na escola particular, sem custos adicionais para os pais. A sentença baseou-se na Lei Berenice Piana e no Estatuto da Pessoa com Deficiência, reforçando o caráter inclusivo da educação e a responsabilidade da instituição de ensino em fornecer o suporte necessário para o desenvolvimento pleno do aluno, conforme o Plano Educacional Individualizado (PEI).

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Decisão judicial garante a criança autista direito a acompanhante terapêutico

A 1ª turma Cível do TJ/DF manteve sentença que garantiu a uma criança autista o direito de ter um acompanhante terapêutico custeado pelo plano de saúde, durante o período letivo.

A criança, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ajuizou ação contra a operadora de plano de saúde para que fosse garantido o custeio do acompanhante terapêutico, sob o argumento de que o tratamento é essencial para o seu desenvolvimento e inclusão social. A operadora, por sua vez, defendeu que o acompanhamento terapêutico não está previsto no rol de procedimentos obrigatórios da ANS e que a cobertura seria indevida.

Em primeira instância, o pedido da criança foi julgado procedente, e a operadora foi condenada a custear o acompanhante terapêutico. A empresa recorreu da decisão.

Ao analisar o recurso, a desembargadora relatora, Carmen Bittencourt, destacou que o rol da ANS é meramente exemplificativo e que a operadora de plano de saúde não pode negar a cobertura de tratamento prescrito por médico, ainda que não esteja expressamente previsto na lista.

A magistrada ressaltou que a Lei 12.764/12 (Lei Berenice Piana), que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, equipara o autista a pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, e que o tratamento multidisciplinar, incluindo o acompanhamento terapêutico, é fundamental para o desenvolvimento e inclusão social da criança.

A desembargadora citou ainda o entendimento do STJ, segundo o qual "o plano de saúde pode estabelecer as doenças que terão cobertura, mas não o tipo de tratamento a ser utilizado para a cura de cada uma delas".

Diante disso, a turma negou provimento ao recurso da operadora, mantendo a sentença que garantiu o direito da criança ao acompanhante terapêutico.

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Fonte original:

Migalhas

https://www.migalhas.com.br/quentes/385764/decisao-judicial-garante-a-crianca-autista-direito-a-acompanhante-terapeutico

Todos os direitos autorais pertencem à fonte original. Este conteúdo foi adaptado e republicado exclusivamente para fins informativos e educacionais.

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